quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Notícia(s) do Dia: Passos garante que ainda não há soluções finais para o futuro da RTP (Quem é que acredita neste senhor???)



Passos garante que ainda não há soluções finais para o futuro da RTP

Pedro Passos Coelho falou ontem pela primeira vez sobre o caso RTP. Foi em Londres que o primeiro-ministro disse que não há razão para "histeria" até porque garante que ainda não existem soluções finais e que tudo será estudado "sem tabus".

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Imagem do Dia...COLUNA DE FUMO DA REFINARIA QUE EXPLODIU EM PUNTO FIJO, VENEZUELA

O Poeta é um fingidor



Sabes quem sou? Eu não sei.

Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.


Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.



Análise do poema "sabes quem sou? eu não sei"


O poema "Sabes quem sou? Eu não sei" é um poema ortónimo de Fernando Pessoa, datado de 12/4/1934, portanto um poema já tardio, pois o poeta viria a falecer em Novembro de 1935.

Trata-se de um poema que contém muitas das marcas indeléveis da poesia ortónima, nomeadamente: a reflexão profunda sobre o ser, o negativismo, a lamentação sobre o passado, a grande simplicidade formal e estética, uso restrito de figuras de estilo ou linguagem emocional evidente, um esquema rítmico fechado, etc...

Tentemos analisá-lo mais em pormenor, estrofe a estrofe:

Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.

A primeira linha é uma afirmação negativa da própria personalidade. O "não saber quem se é", afirma a inconsequência de uma vida sem objectivos reais, que não chegou realmente a lado nenhum. Há uma grande insatisfação presente nestas poucas palavras iniciais, mas servem desde logo para nos comunicar o objecto do poema, o tema que será abordado.

Pessoa não sabe quem é. Diz de seguida que "outrora, onde o nada foi, / Fui o vassalo e o rei". Ser "o vassalo e o rei" é ser tudo, é ser o menos e o mais. Pode parecer paradoxal que ele nos diga que não sabe quem é, que pareça infeliz com a sua vida, quando de seguida nos diz que já foi tudo. Mas há que notar que ele foi tudo "onde o nada foi", ou seja, apenas na sua imaginação. Foi dentro da sua própria imaginação, no seu mundo ideal, interior, que ele foi tudo, vassalo e rei, pobre e rico, menor e maior, resto e consequência.

A sua dupla dor pode ser explicada pelo facto de ele ter sido tudo em imaginação (primeira dor) e nada na vida real (segunda dor).

Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.

Na segunda estrofe ele reafirma que foi "tudo o que pode haver". Isto confirma o que dissemos, pois apenas se pode ser tudo em imaginação, num mundo idealizado, que nunca se concretiza. Nesse mundo ele era de uma riqueza imensa (ao ponto de ninguém poder pensar em dar-lhe uma esmola). Mas a realidade é que "entre o pensar e o ser", ou seja, entre a imaginação e a realidade da vida concreta, a vida passou, "como um rio sem correr".
Em resumo podemos ver que o poeta nos diz que tudo imaginou dentro de si. Imaginou grandes sistemas, grandes revoluções, e para si mesmo um papel de imenso destaque, enquanto inovador, escritor, poeta, génio, político. Mas nada disso se tornou real. Todas as suas ideias ficaram apenas como ideias por concretizar. E a sua dor é duplicada por esse mesmo facto - de as saber valiosas e reais em si mesmas e da sua vida não se ter transformado na realidade dessa imaginação. Entretanto, enquanto ele pensava as ideias e esperava que elas se tornassem realidade, a sua vida real foi passando, ele foi envelhecendo e foi crescendo nele o desespero e a consciência de que nada iria realmente acontecer. A vida passou-lhe, como um rio sem água, porque na realidade foi uma vida vazia, uma vida sem significado, porque nenhuma das suas ideias vieram ter com ele ao mundo exterior.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Imagem do Dia...CARPETE DE FLORES EM BRUXELAS

ENORME CARPETE DE FLORES FEITA NUMA PRAÇA EM BRUXELAS...UMA DEMONSTRAÇÃO DA CAPACIDADE E INTELIGÊNCIA HUMANA...ANTES ISTO QUE FABRICAR ARMAS!!!


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Notícia(s) do Dia: Governo já assume derrapagem de três mil milhões na receita (E agora, meus amigos???Preparem-se!!!)



Governo já assume derrapagem de três mil milhões na receita


O Executivo admite arrecadar menos três mil milhões de euros em receitas fiscais face ao que está previsto no Orçamento Rectificativo.

O Governo já admite arrecadar quase menos três mil milhões de euros em impostos face ao que está previsto no Orçamento Rectificativo. Ao que o Diário Económico apurou, o Executivo reviu em baixa a previsão da receita fiscal para o conjunto do ano e prepara-se para apresentar à ‘troika', na quinta revisão do programa português, um valor que representa menos 8,5% de receita do que aquele que estava previsto.

A síntese de execução orçamental relativa ao mês de Julho, que a Direcção Geral do Orçamento vai publicar hoje, não deverá trazer boas notícias. Sobretudo no que toca às receitas fiscais, onde deverá ser possível verificar nova deterioração nos impostos directos - que em Junho haviam registado uma ligeira melhoria, à conta do aumento dos reembolsos de IRS. Mas o maior sinal de alarme deverá mesmo estar nos impostos indirectos, onde o desvio na cobrança de IVA, face ao objectivo para este ano, é cada vez maior.

De tal forma que, apurou Diário Económico, o Governo reviu em baixa a previsão da receita fiscal para 2012, em cerca de três mil milhões de euros - um pouco mais de 1,8% do PIB. Ou seja, em vez dos 35.135 milhões de euros de receita fiscal inscritos no Orçamento Rectificativo - apresentado no final de Março -, as Finanças estarão agora a trabalhar com uma previsão na ordem dos 32.135 milhões.


Fonte: Diário Económico ONLINE

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagem do Dia...A LEITURA

Esta nova pequena crónica tem como objectivo reflectir a Imagem do Dia, aquele momento que consideramos mais relevante, quer pela sua qualidade, quer pela sua ousadia, quer ainda pela sua interiorização. Pretendo assim, diáriamente, colocar uma foto de algo que faça com que a nossa reflexão seja "um olhar sobre o Mundo que nos Rodeia" e nos coloque questões perante a sociedade que vivemos. Espero que gostem!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Poeta é um fingidor



A Minha Vida é um Barco Abandonado

A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Análise do poema "a minha vida é um barco abandonado"



O poema que se inicia com "A minha vida é um barco abandonado" é um poema ortónimo de Fernando Pessoa, ou seja, é um poema que Pessoa escreveu em seu próprio nome, não usando um dos nomes dos seus heterónimos.

A temática do poema tem a ver com a visão da vida pelo sujeito poético, que a compara a um "barco abandonado". O que quer isto dizer? Vejamos numa análise estrofe a estrofe do poema:


A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

O sujeito poético usa a metáfora do barco abandonado porque a sua vida se assemelha, quanto a ele, a algo saído da sua rota original desejada. Ou melhor, é um barco que nem sequer se chegou a fazer ao mar. A sua vida não chegou a iniciar-se realmente, não teve um significado maior, mais real. A vida "infiel (...) ao seu destino", é uma vida estranha ao seu próprio destino, ou seja, que não se chegou a cumprir. Existe, mas parada, sem acção, sem atitude. Ele questiona, por isso, porque ela não "ergue ferro e segue o atino / De navegar". Na realidade é o que todas as vidas parecem fazer, menos a dele. Todas as vidas correm, como barcos, numa direcção qualquer e apenas a dele parece parada, sem destino e sem movimento. Há aqui uma grande desilusão com a vida e, simultaneamente, uma sensação plena de afastamento em relação a ela.


Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Porque é que o barco não se lança ao mar (porque é que a vida dele não começa realmente)? O sujeito poético acusa a falha: "Falta quem o lance ao mar". Não se percebe quem será o culpado realmente, mas a suspeição cai perante o próprio sujeito poético. É Fernando Pessoa que se acha incapaz de lançar o seu próprio barco ao mar, a sua própria vida. Falta-lhe o ímpeto, a vontade de acção.


Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Sem quem o lance, o barco fica assim "morto corpo da acção sem vontade / que o viva". Ou seja, é um acto por se cumprir, por falta de vontade. Há que compreender que Fernando Pessoa se refere a si mesmo quando fala assim por metáforas. Ele diz-nos que se sentia incapaz de fazer por ter uma vida melhor, com mais significado, que era incapaz de ter amigos verdadeiros, uma família, um objectivo comum como todos os outros homens. Por falta disso, ele estava só e afastado de tudo - imensamente infeliz e deprimido, sem vontade de nada, "vulto estéril de viver, / Boiando à tona inútil da saudade". Esta última frase é categórica e inegável. Estar a boiar à tona inútil da saudade quer dizer que se vive das memórias mas não se faz nada para sair desse estado de inacção.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Nesse estado de convalescença e inutilidade, nada se alcança, nada se consegue. Metaforicamente os limos esverdeiam a quilha do barco e o vento abana-o sem o mover. Para além do mar estará a "ansiada Ilha" que é, nela própria, o objectivo de conseguir alguma coisa. A Ilha representa a vida que o sujeito poético não consegue ter e que nem sequer se imagina a conseguir ter, de tão distante. Para ele, desesperado, a Ilha bem poderia estar para além de todos os mares e de todos os horizontes. Ele nem sequer consegue pôr o seu "barco" a navegar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA

BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA


A Arquitectura


A Biblioteca Nacional de Paris constitui a obra-prima de Henri Labrouste (1801-1875) que, para além de arquitecto, revela ali a sua faceta de engenheiro.
Antes de alcançar o êxito como arquitecto com a concepção da Biblioteca Nacional (1861-1868), Labrouste tinha já projectado a biblioteca de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este arquitecto usou uma armação de ferro num edifício público.
Na Biblioteca Nacional o arquitecto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma estrutura de alvenaria. O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os seus capitéis coríntios e cúpulas com clarabóias envidraçadas que, elevando-se a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida depois pelas clarabóias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes espaços um efeito notável.
Neste edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitectura. Se por um lado alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista em França, foi também uma referência para a geração de arquitectos modernos posteriores.



A História


A Bibliothèque Nationale de France, (Em francês: "Biblioteca Nacional da França"), é uma das mais importante da França e uma das mais antigas do mundo, localizada em Paris.
Biblioteca Real de França em primeiro lugar, a Bibliothèque du Roi ("Biblioteca do Rei"), datado do reinado de Carlos V (1364-1380), instalou 1.200 manuscritos no Museu do Louvre. Esta biblioteca foi dispersada, mas sob Louis XI (reinou de 1461-1483), outro foi criado. Em 1544 Francis mudou a biblioteca para Fontainebleau, a partir de 1537 e que recebeu uma cópia de cada publicação francesa.  A biblioteca foi transferida para Paris entre 1567 e 1593, e o primeiro catálogo real das suas participações foi compilado em 1622. Abriu pela primeira vez ao público em 1692, a biblioteca foi transferida para o Palácio Mazarin na rue de Richelieu, em 1721 e sofreu sucessivas expansões depois.

A biblioteca foi renomeada, para Bibliothèque Nationale em 1795, e beneficiou pelos confiscos Revolucionárias da igreja e colecções de livros paroquiais e mais tarde por aquisições de Napoleão. As colecções, que foram estimadas em cerca de 300.000 volumes com a eclosão da Revolução, tinham mais que dobrado. Durante o séc, XIX, o administrador Léopold Victor Delisle, organizou a colecção extensa e valiosa da biblioteca de manuscritos. Em 1926, a Bibliothèque Nationale entrou num consórcio de bibliotecas parisienses que, no final do séc. XX, incluía a Biblioteca Arsenal e as bibliotecas da Ópera e do Conservatório Nacional de Música.














Às voltas com a VODAFONE: Mário Vaz substitui António Coimbra na Vodafone Portugal

À Volta com a Economia: Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21% (Ora aí está as boas medidas do "nosso" ministro, não acerta uma!)



Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21%


A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVA estava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita.

A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVAestava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita. A conclusão é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) que na análise à execução orçamental até Junho defende que o cumprimento das metas de receita fiscal e da Segurança Social "já não parece possível".

"A receita proveniente de impostos indirectos foi inclusivamente inferior à registada no mesmo período de 2008, altura em que a taxa normal de IVA era de 21%, ao invés da actual, 23%", refere o relatório dos técnicos do Parlamento. No primeiro semestre de 2008 os impostos indirectos renderam 10.466 milhões de euros, a passo que agora o Fisco arrecadou 9.778 milhões. Ou seja, menos 6,6%. No entanto, em 2008, o ano em que o Lehman Brothers faliu acelerando a crise mundial que tinha começado um ano antes com o ‘subprime' nos EUA, a economia portuguesa estagnou. De lá para cá, Portugal prepara-se para registar o terceiro ano de recessão - os outros foram em 2009 e 2011 -, com as previsões a apontarem para uma queda do PIB de 3% este ano.

No primeiro semestre de 2012, a receita com impostos indirectos caiu 5% em relação ao período homólogo, muito aquém do objectivo de um crescimento de 7,9% fixado pelo Governo no Orçamento Rectificativo. Para que este objectivo se concretize "será necessária uma recuperação extremamente significativa daquela receita no segundo semestre, correspondente a um aumento homólogo de 2.125 milhões de euros (+21,1%)", calcula a UTAO.

Fonte: Diário Económico ONLINE