segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os "Nossos" SOCIÓLOGOS...


PAULO PEREIRA DE ALMEIDA

Paulo Pereira de Almeida é Professor na Escola de Sociologia e Políticas Públicas do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Departamento de Sociologia. É ainda Investigador no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES). As suas áreas de docência e de investigação incluem a Sociologia do Trabalho e das Organizações, as Políticas Públicas de Segurança e Combate à Criminalidade, as Relações Laborais e a Gestão de Recursos Humanos. É ainda Coordenador da Pós-graduação em Sindicalismo e Relações Laborais e Colunista do jornal Diário de Notícias.
É Coordenador do OPBPL – Observatório Português de Boas Práticas Laborais). Foi Vice-Presidente do OSCOT – Observatório para a Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo e do ITD – Instituto Transatlântico Democrático e Presidente de Associações Profissionais nas Áreas da Organização e da Gestão de Recursos Humanos. Ele é o autor do estudo "A vitimação em Portugal".

Publicações

2011 “Um Mundo Perigoso: segurança e informações no século XXI”.

2010 “Trabalho Moderno, Tecnologia e Organizações”, Porto, Edições Afrontamento, Antologia em Co-autoria com João Freire, ISBN 9789723611052.

2009 “O Sindicato-Empresa: uma nova via para o sindicalismo”, Lisboa e São Paulo, Editora Bnomics, ISBN 9789898184443.

2009 “The Service Enterprise”, New York, VDM Verlag Publishing, ISBN 9783639177022.

2009 “Segurança e Defesa no Espaço Lusófono”.

2009 “Observatório de Segurança: uma reflexão”, Segurança e Defesa, n.º 9, pp. 50-51.

2008 “Políticas de Segurança: visão de futuro”, Segurança e Defesa, n.º 8, pp. 50-55.

2008 “Technology and the ‘servicelization’ of labour: from immateriality to innovative uncertainty”, Portuguese Journal of Social Science, vol. 7, n.º 2, pp. 103-114.

2008 “Segurança e Resposta a Crises: análise ao caso dos EUA”, Segurança e Defesa, n.º 7, pp. 109-111.

2008 “Comunicação Organizacional: um instrumento para a gestão”, Dirigir, n.º 101, pp. 3-6.

2006 “A estratégia de defesa dos Estados Unidos da América no Mundo”, Segurança e Defesa, n.º 1, pp. 3-8.

2006 “Estratégias e Segurança dos Estados Unidos da América na Relação Transatlântica: a concertação necessária”, Finisterra, nºs 53-54, pp. 49-54.

2006 “Competência no trabalho e cultura de qualidade nos serviços públicos”, Sociedade e Trabalho, n.º 29, pp. 68-79.

2005 “The ‘servicelization’ of societies: towards new paradigms in work organization”, Portuguese Journal of Social Science, vol. 4, n.º 2, pp. 63-79.

2005 “Trabalho, Serviço e Serviços", Porto, Edições Afrontamento, ISBN 9789723607505.

2005 “Ética com valores: um desafio mobilizador”, Dirigir, n.º 92, pp. 10-11.

2005 “Empresas e modelo da competência: o futuro dos serviços e das empresas no século XXI”, Dirigir, n.º 91, pp. 47-52.

2005 “Governação, qualificação dos serviços públicos e performance”, Economia Pura, n.º 70, pp. 86-90.

2005 “Empresas de serviço público: mudar para uma cultura de responsabilidade”, Pessoal, n.º 32, pp. 50-52.

2004 “A Era da Competência", Lisboa, RH Editora, ISBN 9789728871024.

2001 “Banca e Bancários em Portugal", Oeiras, Celta Editora, ISBN 9789728027766

sexta-feira, 27 de maio de 2011

À Volta com os Pensamentos...



Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Às Voltas com a Memória: ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA (n. 09 Abr. 1942; m. 16 Out. 1982)


ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira, nasceu em Avintes, 9 de Abril de 1942. Foi um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. As baladas “Trova do Vento que Passa” ou “Canção com Lágrimas” são marcos da canção de intervenção. Cantou poemas de Manuel Alegre e António Gedeão. As suas músicas provam que, na arte, não basta agradar: é preciso tocar um nervo público. As suas canções de intervenção foram das mais criativas de sempre. Adriano Correia de Oliveira pertenceu ao grupo dos transgressores. Quebrou todas as regras e arriscou o próprio físico. Para ele, a música tinha uma função social: devia denunciar injustiças ou ser um repositório de emoções. Intérprete do Fado de Coimbra e músico de intervenção, foi criado no seio de uma família tradicionalista e católica, na margem esquerda do Douro, num ambiente que descreveria como «marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio». Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959. Durante o período académico foi republico, na Real República Ras-Teparta, solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa. Na década de 1960 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 1962, contra o Salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Data de 1963 o seu primeiro EP, Fados de Coimbra. Acompanhado por António Portugal e Rui Pato, o álbum continha a interpretação de Trova do vento que passa, poema de Manuel Alegre, que se tornaria uma espécie de símbolo da resistência dos estudantes à ditadura. Em 1967 gravou o álbum Adriano Correia de Oliveira, que, entre outras canções, tinha Canção com lágrimas.
Em 1966 casa-se com Matilde Leite, com quem teria dois filhos, Isabel, em 1967 e José Manuel, em 1971. Em 1967 é chamado a cumprir o Serviço Militar, ficando a uma disciplina de se formar em Direito. Em 1970 troca Coimbra por Lisboa, exercendo funções no Gabinete de Imprensa da FILFeira Industrial de Lisboa, até 1974. Ainda em 1969 sai O Canto e as Armas, onde canta de novo, vários poemas de Manuel Alegre. Nesse ano recebe o Prémio Pozal Domingues. Lança, em 1970, Cantaremos. Em 1971 é editado o disco Gente d'Aqui e de Agora, com o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, e composição de José Niza. Em 1973 lança Fados de Coimbra, em disco, e funda a editora Edicta, com Carlos Vargas. Em 1974 torna-se produtor na Editora Orfeu. Em 1975 lançou Que Nunca Mais, com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca, com o tema Tejo que levas as águas. A revista inglesa Music Week elege-o Artista do Ano. Após o 25 de Abril de 1974, é um dos fundadores da Cooperativa Cantabril. Em 1980 lança o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, para no ano seguinte, em ruptura com a Cantabril, ingressar na Cooperativa Era Nova.
Vítima de uma hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em Avintes, a 16 de Outubro de 1982  (40 anos), nos braços da mãe.

À Volta com os Pensamentos...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os "Nossos" SOCIÓLOGOS...



GUSTAVO CARDOSO

É docente no Departamento de Ciências e Tecnologias de Informação do ISCTE em Lisboa, Portugal. Lecciona nas em diversas licenciaturas do ISCTE, nos Mestrados de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação e Bibliotecas Digitais e na Pós-Graduação de Jornalismo ISCTE/ESCS.
É membro do editorial board da revista académica ICS – Information, Communication & Society - e do conselho técnico científico da revista "Trajectos - Revista de Comunicação, Cultura e Educação" do ISCTE e da revista Observatório do Obercom - Observatório da Comunicação. Ainda na área editorial coordenou, em conjunto com José Manuel Paquete de Oliveira, a tradução portuguesa das obras de Manuel Castells, "Era da Informação" e "Galáxia Internet", publicadas pela Fundação Calouste Gulbenkian e a colectânea "Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação" (Quimera, 2004).
Coordena a participação portuguesa em várias redes de investigação europeias COST-ESF, cujas temáticas se enquadram desde a relação dos media e democracia, à influência mútua entre mass media e internet, ou aos media no campo da prospectiva e à relação entre mass media e a construção social de ameaças. É também director do Centro de Tecnologias Audiovisuais do ISCTE (CAV_ISCTE).
Em termos de colaborações docentes e de investigação destacam-se o CIES-ISCTE, a Universidade Católica de Milão, o Internet Interdisciplinary Institute (IN3-UOC) em Barcelona e a rede de investigação World Internet Project sediada na USC Annenberg School of Communication.
No que respeita a publicações, publicou na Celta "Para Uma Sociologia do Ciberespaço". O seu último livro intitula-se "O que é Internet" (Quimera, 2003) preparando a publicação para o primeiro trimestre de 2005 de uma obra, em conjunto com António Firmino da Costa, Carmo Gomes, Cristina Conceição e Manuel Castells, resultante da investigação sobre a Sociedade em Rede em Portugal (português, english).
Nasceu em Portugal em 1969. Estudou no ISCTE Organização e Gestão de Empresas e obteve em 1996 o Mestrado em Sociologia. Gustavo Cardoso iniciou a sua carreira académica em 1995 no Departamento de Ciências e Tecnologias de Informação e no ano de 1997 passou igualmente a leccionar optativas na área da Sociologia da Comunicação no Mestrado do Departamento de sociologia. No âmbito dos dois departamentos realiza trabalho de orientação de teses de Licenciatura nas áreas das Ciências e Sociologias da Informação e Comunicação. Encontra-se actualmente a finalizar o seu Doutoramento.
Outros campos de interesse na área das Ciências da Informação e do estudo dos Mass Media são o discurso do Cinema e da Banda Desenhada sobre o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação na mudança social.

Trabalhos em curso ou publicados:

  • Tendências e Contradições no Sistema Televisivo: Da Televisão Interactiva à Televisão em Rede. (A publicar)
  • Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, Lisboa, Quimera (2004)
  • Trends and contradictions in the broadcasting System, From Interactive to Networked Television em Fausto Colombo (ed), Tv and Interactivity in Europe. Mythologies, theoretical perspectives, real experiences, Vita e Pensiero, Milano 2004 (pdf file)*
  • Media Driven Mobilization and Online Protest. The Pro-East Timor Movement, em Cyberprotest, De Donk, Loader and Rucht ed., London: Routledge (em co-autoria, 2004).
  • O que é Internet, Lisboa, Quimera (2003)
  • Feel Like Going Online? Internet Mediated Communication in Portugal, Information, Communication & Society, 6.1., London: Routledge (2003).
  • Online/Offline: Can you Tell the Difference? Portuguese Views on Internet Mediated Communication Comunicazioni Sociali, Milan, Catolic University of Milan, 2002 (em co-autoria).
  • As Cidades Digitais ou Era da Informação, Cadernos de Economia, 58, Lisboa, 2002.(html file)
  • Preservação de publicações electrónicas na Internet: os arquivos imperfeitos, Cadernos da Biblioteca Nacional (em co-autoria)
  • A Comunicação Política na Sociedade de Informação: Elites parlamentares e a Internet (em co-autoria). II Congresso da SOPCOM, 2001. (em co-autoria, no prelo)
  • Internet Gatekeeping: Reguladores e Guardiões. Contributos para uma regulação da Internet, Observatório n.º 4, Lisboa, OBERCOM, 2001.
  • Os Jogos Multimédia como Meta-Sistema de Entretenimento, Observatório n.º 1, Lisboa, OBERCOM, 2000.
  • As Causas das Questões ou o Estado à Beira da Sociedade de Informação, Sociologia Problemas e Práticas n.º 30, Lisboa, 1999.
  • Para uma Sociologia do Ciberespaço, Oeiras, Celta Editora, 1998.

Às Voltas com a Memória: FRANCISCO STROMP (n. 21 Mai. 1892; m. 01 Jul. 1930)



Francisco Stromp nasceu no dia 21 de Maio de 1892, no Largo do Intendente em Lisboa, e foi o primeiro grande símbolo do Sporting. Com três anos Francisco adoeceu e os médicos amigos e colegas de profissão do pai, aconselharam a família a sair de Lisboa, pois o menino precisava de ar livre. Mudaram-se para o Lumiar, que nessa época ficava fora da cidade. Foi lá que conheceu José Alvalade com o qual fundaria o Sporting Clube de Portugal em 1906, chegando a desempenhar as funções de vice-presidente do Clube. Em 1908, Francisco Stromp tinha 16 anos quando se estreou na equipa principal do Sporting, na qual se manteve até à época de 1923/24. Ao longo da sua carreira disputou mais de cem jogos na categoria de honra, e capitaneou a equipa dez anos, durante os quais foi Campeão de Portugal na temporada de 1922/23 e quatro vezes Campeão de Lisboa. Numa altura em que a figura do treinador ainda não existia, era o Capitão Geral que orientava a equipa e tomava as decisões necessárias dentro do campo. Pode-se pois dizer que Francisco Stromp foi o primeiro treinador Campeão no Sporting, sendo o responsável pelo primeiro Campeonato de Lisboa conquistado em 1915. Dentro de campo ocupou as posições de médio-direito e avançado-centro, tendo representado as diversas Selecções de Lisboa desse tempo, incluindo a primeira a jogar no estrangeiro, que no dia 27 de Agosto de 1910, ganhou em Espanha ao Huelva por 4-0, com 2 golos de sua autoria, e a que se deslocou ao Brasil em 1913. Apesar de não ser um atleta ecléctico como o seu irmão António, também foi campeão nacional de Lançamento de Disco. Francisco Stromp viveu quase exclusivamente para o Sporting, nem namoradas, nem política, nem estudos, nem nada, o clube era a sua grande e única paixão, chegando ao ponto de chorar nas prelecções, ou no intervalo dos jogos, quando se dirigia aos colegas de equipa, apelando ao seu sportinguismo para chegarem às vitórias. Foi também um cavalheiro sendo respeitado e admirado por adversários e rivais. A 1 de Julho de 1930 faleceu por vontade própria, na agonia duma doença grave, escolhendo o dia em que o Sporting festejava o seu 24º aniversário, e ficou perpetuamente como o sócio nº. 3, número que possuía na altura. A 18 de Dezembro de 1962 um grupo de ilustres sportinguistas decidiu constituir-se de forma a promover iniciativas que dentro do espírito "leonino", servissem para engrandecer e prestigiar o Sporting. Francisco Silva, um dos promotores do movimento, sugeriu perante a aceitação unânime, que o nome de Francisco Stromp servisse de patrono ao grupo. Foi assim que nasceu o Grupo Stromp, considerado a "reserva moral do Sporting", cuja mais significativa das iniciativas, é a atribuição anual dos Prémios Stromp, que visam distinguir todos os que mais se destacam ao serviço do Clube nas suas diversas áreas. A 26 de Outubro de 1990 foi-lhe concedida, a título póstumo, a Medalha de Mérito Desportivo. A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a uma rua na zona do Estádio José Alvalade, onde foi colocado um busto evocativo deste símbolo eterno do Sporting Clube de Portugal.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os "Pais" da SOCIOLOGIA: HERBERT MARCUSE (n. 19 Jul.1898; m. 29 Jul.1979)



Herbert Marcuse nasceu a 19 de Julho de 1898, em Berlim, capital da Alemanha, filho de pais judeus. Estudou literatura e filosofia em Berlim e Freiburg, onde conheceu filósofos como Martin Heidegger, um dos maiores pensadores alemães na época. Aos 24 anos, voltou à cidade natal, onde trabalhou na venda de livros. Retornou a Freiburg para ser orientado por Heidegger no seu doutoramento sobre o filósofo Hegel.
Quatro anos depois, em 1933, por causa do governo nazista, Marcuse não foi autorizado a completar o seu projecto. Assim, foi trabalhar em Frankfurt, no Instituto de Pesquisa Social. Ainda no mesmo ano, imigra da Alemanha para a Suíça, indo em seguida para os Estados Unidos, onde obteve a cidadania em 1940.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Marcuse trabalhou para o governo norte-americano, analisando relatórios do serviço de espionagem sobre a Alemanha, actividade que durou até 1951.
No ano seguinte, começou a carreira de professor universitário de teoria política, primeiro na Colúmbia e em Harvard, depois em Brandeis, onde ficou de 1954 até 1965. Já perto de se aposentar, foi leccionar na Universidade da Califórnia, em San Diego.
As suas críticas à sociedade capitalista, em especial na obra "Eros e Civilização", de 1955, e em "O homem unidimensional", de 1964, fizeram eco nos movimentos estudantis de esquerda dos anos sessenta.
"O homem unidimensional" pode ser visto como uma análise das sociedades altamente industrializadas. Marcuse critica tanto os países comunistas quanto os capitalistas, pelas suas falhas no processo democrático: nenhum dos dois tipos de sociedade foi capaz de dar igualdade de condições para os seus cidadãos.
Ele argumentava que a sociedade industrial avançada criava falsas necessidades que integravam o indivíduo ao sistema de produção e de consumo. A comunicação de massas, cultura, publicidade, administração de empresas e modos de pensamento contemporâneos, apenas reproduziriam o sistema existente e cuidariam para eliminar negatividade, críticas e oposição. O resultado, dizia, era um universo unidimensional de ideias e comportamentos, no qual as verdadeiras aptidões para o pensamento crítico eram anuladas.
Marcuse viveu para assistir e sentir os efeitos do que teorizou: tinha 70 anos quando eclodiu a grande revolta estudantil de 1968, praticamente em todos os países do mundo.
Por sua capacidade de se seduzir seriamente e apoiar os estudantes que protestavam contra a guerra do Vietname (1961-1974) e queriam mudar a sociedade e a política, Marcuse logo ficou conhecido como o "pai da nova esquerda", apelido que ele rejeitava. Fez vários discursos aliciantes nos Estados Unidos e na Europa no fim da década e durante os anos 70. Morreu de enfarto durante uma visita à Alemanha, dez dias depois de completar 81 anos, em 29 de Julho de 1979.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Às Voltas com a Memória: JOSÉ TORRES (n. 08 Set. 1938; m. 03 Set. 2010)


José Augusto da Costa Séneca Torres nasceu a 8 de Setembro de 1938 em Torres Novas, tendo-se iniciado no futebol no clube da terra. Com o seu 1 metro e 91, Torres foi um dos avançados mais marcantes na história do futebol português.
Com 20 anos, chega ao Benfica para concorrer com outro histórico do futebol português, José Águas, mas na terceira época no clube já era líder dos goleadores do campeonato com 26 tentos. Formou um ataque demolidor, ao lado de Eusébio, numa equipa onde também brilhavam Coluna, Simões ou José Augusto.
Representou o Benfica  entre 1959  e 1971. Desde cedo deu nas vistas, devido ao seu imponente jogo aéreo. Servindo-se da elevada estatura, o ponta-de-lança ganhou estatuto dentro do Clube e foi, durante a década de 60, titular, actuando ao lado de Eusébio na frente de ataque e sendo apoiado por figuras como Mário Coluna, António Simões e José Augusto. Teve papel activo na presença do Benfica nas finais europeias de 1963, 1965 e 1968, mas não pôde fazer a festa, como tanto desejava.
Foi mais feliz no Nacional da I Divisão, cujo título saboreou por nove vezes. Individualmente teve a sua coroa de glória na temporada de 1962/63, quando se sagrou (com 26 golos) o melhor marcador do Campeonato Nacional
Em 1971, transferiu-se para o Vitória Setúbal e quatro anos depois rumou ao Estoril Praia, onde ficou até 1980 tendo mesmo somado o cargo de treinador ao de jogador. Pôs um ponto final na carreira aos 42 anos com um currículo notável: 217 golos em 384 jogos.
Como treinador esteve ainda no Estrela da Amadora, Varzim e Boavista antes de se dedicar à sua maior paixão além do futebol: a columbofilia.
Ao serviço da Selecção Nacional, Torres fez 14 golos em 34 jogos. Estreou-se a 23 de Janeiro de 63. Esteve no apuramento e na 1ª fase final de um Mundial, disputada por Portugal, Inglaterra'1966, tendo alinhado nos seis jogos da fase final.
Ganhou 9 Campeonatos Nacionais e 6 Taças de Portugal.
Faleceu a 3 de Setembro de 2010, vítima de doença prolongada. José Torres sofria de Alzheimer há vários anos.