segunda-feira, 29 de julho de 2013

Às voltas com a política: Maria Luís Albuquerque: a má moeda





Maria Luís Albuquerque: a má moeda




Não preciso de repetir o que já quase todos mostraram: que Maria Luís Albuquerque mentiu repetidamente, perante o Parlamento e os portugueses. As suas mentiras não são comparáveis às de quem, como Sócrates e Passos Coelho, fez promessas que não cumpriu. São mentiras sobre matéria de facto e sobre acontecimentos passados. E têm uma agravante: a sua mentira incriminava quem, afinal, estava a ser rigoroso no relato dos factos que estavam em causa.

Não foi a primeira vez que Maria Luís Albuquerque tentou queimar outros para se salvar. Quando era secretária de Estado, conduziu o processo de decapitação de colegas de governo que fizeram contratos swap em tudo semelhantes aos que ela própria celebrou na Refer. Conclusão: Maria Luís Albuquerque sofre de graves falhas de carácter. E por tudo isto ser evidente, a escolha do seu nome para ministra-chave deste governo deixou muita gente alarmada. No entanto, a ministra das Finanças sabe que nada lhe acontecerá. Assim como Rui Machete sabia que a sua passagem pela SLN não o impediria de regressar à vida política. Porque a sucessão de pequenos e grandes escândalos criou um clima de impunidade e anestesiou os portugueses.

Uma vez Cavaco aplicou a lei Gresham, que nos diz que a má moeda expulsa a boa moeda, à política. Para quem deu poder a homens como Dias Loureiro, Duarte Lima ou Oliveira Costa faltava-lhe autoridade. Mas não deixa de ser verdade. Pessoas como Maria Luís Albuquerque, que mentem sem qualquer consequência, que tratam de purgas no governo para salvarem a sua própria pele e que não olham a meios para subirem na política, afastam os poucos que ainda acreditam no serviço público e na luta pelas suas convicções. Ainda mais, quando os honestos são, à mais insignificante e natural falha humana, postos no mesmo patamar de gente sem princípios.

 Quem é a pessoa que se tenha em boa conta que quer ser tratada, pela generalidade da população, como um suspeito natural de desonestidade? Quem quer perder carreiras e privacidade para, no fim, ser enfiado no mesmo saco que Maria Luís Albuquerque, na assunção preguiçosa de que "eles são todos iguais"? Quem se quer fazer esta escolha num País que elege, reelege e torna a eleger Isaltino Morais? Ou quem tem convicções tão fortes que está disposto a sacrificar quase tudo em nome de causas maiores (são sempre poucos) ou aqueles que, de facto, não têm um bom nome a defender.

 A saída do parlamento de pessoas como Honório Novo, Ana Drago ou, há uns anos, Diogo Feio (que foi para a Europa), é especialmente grave num momento em que a política vive uma "crise de vocações". Não posso deixar de admirar a resistência dos que, tendo talento e dignidade, se mantiveram tanto tempo no ativo. E tenho pena que partam. E é também por isso que me incomodam as generalizações sobre os políticos, como se fosse tudo "farinha do mesmo saco". Esse é o discurso que medíocres e desonestos mais apreciam. Que permite à nova ministra das Finanças mentir como mentiu sem temer pelo seu lugar. Afinal de contas, ela é, diz o povo, apenas mais uma igual a todos os outros.


Fonte: Expresso ONLINE

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Livros que merecem ser lidos... Os mais vendidos de 1 a 7 de Julho



Ficção

1º Madrugada Suja
Miguel Sousa Tavares
Editora: Clube do Autor

2º Como É Linda a Puta da Vida
Miguel Esteves Cardoso
Editora: Porto Editora

3º Envolvida
Sylvia Day
Editora: 5 Sentidos

4º As Cinquenta Sombras de Grey
E.L. James
Editora: Lua de Papel

5º Diário de Um Banana 7
Jeff Kinney
Editora: Booksmile

6º As Cinquemta Sombras Mais Negras
E.L. James
Editora: Lua de Papel

7º As Cinquenta Sombras Livre
E.L. James
Editora: Lua de Papel

8º Intriga em Monte Carlo
Elizabeth Adler
Editora: Quinta Essência

9º Segredos do Passado
Deborah Smith
Editora: Porto Editora

10º Bons Sonhos, Meu Amor
Dorothy Koomson
Editora: Porto Editora



Não ficção


1º O Meu Programa de Governo
José Gomes Ferreira
Editora: Livros d'Hoje

2º A Dieta dos 31 Dias
Ágata Roquette
Editora: Esfera dos Livros

3º Também Há Finais Felizes
Fernanda Serrano
Editora: Oficina do Livro

4º Da Corrupção à Crise
Paulo de Morais
Editora: Gradiva

5º Regras de Ouro da Nutricionista Ágata Roquette
Ágata Roquette
Editora: Esfera dos Livros

6º Uma Prova do Céu
Eben Alexander
Editora: Lua de Papel

7º Ser Espiritual - Da Evidência à Ciência
Luís Portela
Editora: Gradiva

8º Giane
Guilherme Fiuza
Editora: Marcador

9º Novo Código de Processo Civil 2013
Isabel Rocha e Carlos José Batalhão
Editora: Porto Editora

10º A Dieta dos 2 Dias
Michael Mosley e Mimi Spencer
Editora: Lua de Papel


Fonte: EXPRESSO Online

terça-feira, 16 de julho de 2013

Às voltas com a SOCIOLOGIA: Rendimentos e Condições de Vida - 17,9% em risco de pobreza em Portugal

RESUMO:

O limiar de pobreza registou um decréscimo nominal de 1% em 2011, segundo os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) realizado em 2012, observando-se uma taxa de pobreza de 17,9%, valor próximo do estimado para os dois anos anteriores. A insuficiência de rendimento das pessoas em risco de pobreza face ao rendimento líquido monetário mediano (taxa de intensidade da pobreza) foi de 24,7%, com um aumento de 1,5 p.p., superior ao verificado em 2010. O contributo das transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social para a redução da taxa de risco de pobreza em 2011 foi ligeiramente inferior ao estimado no ano anterior (7,3 p.p. face a 7,4 p.p.).
A taxa de risco de pobreza para a população em situação de desemprego foi de 38,3% em 2011, com um aumento de 2,3 p.p. face ao ano anterior, e a proporção da população com menos de 60 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida aumentou 2,4 p.p. em 2011 (10,6%).
Por outro lado, a taxa de risco de pobreza das famílias com crianças dependentes aumentou para 20,4%, mais 2,5 p.p. do que o valor registado para o total da população residente.
O distanciamento entre os mais ricos e os mais pobres continuou a aumentar ligeiramente em 2011 com um Coeficiente de Gini de 34,5% (34,2% em 2010 e 33,7% em 2009).
Poderá ver o artigo/inquérito todo em: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=156015568&DESTAQUESmodo=2

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA ANGELICA LIBRARY, ROMA, ITÁLIA

Local: Piazza Navona, Roma, Itália
Telemóvel: +39 06 684 0801

Horário:
Segunda-feira
08:30–13:45

Terça-feira
08:30–19:00

Quarta-feira
08:30–19:00

Quinta-feira
08:30–19:00

Sexta-feira
08:30–13:45

Sábado
08:30–13:45

Domingo
Encerrado


Fundada em: 1604 (a primeira biblioteca Europeia aberta ao público)

Tipo: Biblioteca Pública
Nº aproximado de itens: 200.000 (livros, manuscritos, incunábulos, gravuras e mapas)

Nota: Para acesso à biblioteca e salas de leitura é necessário ter no mínimo 16 anos e apresentar um documento de identidade válido.


A Biblioteca está instalada no antigo convento dos frades Agostinianos, na igreja de Santo Agostinho, no centro histórico de Roma. La sistemazione attuale risale alla metà del XVIII secolo quando il priore generale Vasquez affidò all'architetto Luigi Vanvitelli la ristrutturazione dell'intero convento. O desenho atual remonta a meados do século XVIII, quando o Prior Geral Vasquez encomendou ao arquiteto Luigi Vanvitelli a reestruturação de todo o convento. I lavori interessarono anche i locali della biblioteca divenuta ormai insufficiente a conservare i volumi che negli anni avevano accresciuto le sue raccolte. O trabalho também afetou as instalações da biblioteca que se tornou insuficiente para manter os volumes que ao longo dos anos tinha aumentado as suas coleções.
Adjacente à sala de estar, existe a sala de jantar do director e do cofre do banco que detém os volumes de manuscritos e obras de especial valor.
As restaurações recentes têm afetado as salas para escritórios dos funcionários localizados no mezanino e uma nova sala na bibliografia.
Os dois andares abaixo da sala de estar, equipada com estantes "compactus", são usados ​​para armazenamento e uma galeria moderna.

















quinta-feira, 11 de julho de 2013

Às voltas com a política: Cavaco agrava crise política



Cavaco agrava crise política

Presidente marca eleições para 2014, recusa solução de Governo de Passos e Portas e desafia partidos a firmarem acordo de médio-prazo.
Espantando a classe política, o Presidente da República rejeitou ontem o acordo de Governo proposto por Passos e Portas e deixou um ultimato ao PSD, PS e CDS: que assinem "nos próximos dias" um compromisso de salvação nacional. Cavaco rejeitou também a exigência do PS e Bloco de antecipar eleições para Setembro deste ano, acenando com o risco de um segundo resgate, mas impôs desde já um prazo de validade a este Governo. Passos e Portas ficam até 2014, data em que termina o programa de ajustamento, e nessa altura o país vai a eleições.

Para já, o Governo, tal como está, isto é, com Portas como Ministério dos Negócios Estrangeiros demissionário, mantém-se "em plenitude" de funções. E, "de imediato", os partidos signatários do memorando da ‘troika' - PS, PSD e CDS - devem começar a negociar para firmarem um acordo de médio prazo. Fonte de Belém disse ao Diário Económico que o Presidente ficará a aguardar que os partidos digam quando estão prontos para reunir. O certo é que Cavaco quer urgência.

Adivinhando "as dificuldades políticas" dos partido em dialogar (as posições entre PS e PSD estão extremadas), Cavaco sugeriu, até, que recorressem a uma "personalidade de reconhecido prestígio" para promover o diálogo. "Chegou a hora da responsabilidade dos agentes políticos", rematou Cavaco, num discurso que acabou com uma ameaça aos três partidos.

Se não conseguiram firmar o tal compromisso de salvação nacional, cujos pilares traçou desde já, o Presidente recorrerá a outras soluções "jurídico-constitucionais." Quais? Não concretizou, deixando tudo em aberto, ou seja, um Governo de iniciativa presidencial, a dissolução da Assembleia da República e eleições, a demissão do primeiro-ministro ou a exigência de novo acordo entre Passos e Portas. Uma coisa Cavaco Silva quis deixar claro: qualquer uma dessas soluções "não dará as mesmas garantias de estabilidade que permitam olhar o futuro com confiança". Para Cavaco, o acordo de médio-prazo entre PS, PSD e CDS, que prepare um terreno sustentado até Junho de 2014 (eleições) e no pós-troika, "é a solução que melhor serve o interesse dos portugueses".

PS, PSD e CDS, surpreendidos com o ultimato de Cavaco como apurou o Diário Económico junto dos partidos, reagiram com reservas à solução apresentada pelo Presidente e recusaram-se a dar resposta imediata ao repto. O CDS, pela voz de Nuno Magalhães, chegou mesmo a dizer que o Presidente teve uma "iniciativa política" e os socialistas exigiram que sejam chamados ao debate Bloco e comunistas.

António José Seguro já há muito que se distanciou do memorando que foi assinado pelo seu antecessor José Sócrates e abriu ruptura com Passos. Apresentou uma moção de censura ao Governo e tem exigido eleições antecipadas por considerar que a política do Executivo falhou.

Cavaco Silva admite estar "consciente" de que o diálogo é difícil mas avisa PS e PSD para terem "vontade e espírito de cooperação" e para colocarem "o interesse nacional acima dos seus próprios interesses".
Foi esta a solução proposta por Cavaco depois de cinco dias com o país e o Governo em suspenso de uma decisão.

Aceitaria Cavaco a remodelação proposta pelo primeiro-ministro para dar a volta à crise política criada pela demissão de Portas? Quase todos antecipavam que Cavaco aceitaria mas ontem o Presidente optou por uma espécie de terceira via. Não sem antes explicar detalhadamente porque razão não aceitava a antecipação de eleições para Setembro.

Porque iniciar agora um processo eleitoral seria "um retrocesso" no programa de ajustamento e atraso no pagamento da tranche, porque o país corria o risco de um segundo resgate, "ainda mais exigente", porque iria atrasar a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2014 e porque Portugal se via impedido de pagar no próximo ano os 14 mil milhões de euros que deve ao FMI no âmbito de empréstimos de médio e longo prazo contraídos no passado.

Mais: o Presidente antevê mesmo que em Setembro seria difícil formar um Governo "com consistência e solidez", dado o clima de crispação que se vive entre os partidos, dando a entender que não acredita que qualquer um dos partidos consiga maioria absoluta ou coligações.

Com a dramatização das consequências de eleições antecipadas, Cavaco quis avisar os três partidos dos efeitos negativos que o país sofrerá se não houver acordo de salvação nacional, colocando o ónus no PS e PSD, sobretudo.

Fonte: Económico Online

terça-feira, 9 de julho de 2013

Às voltas com o Desporto: Andy Murray torna-se primeiro britânico a vencer em 77 anos em Wimbledon



Andy Murray torna-se primeiro britânico a vencer em 77 anos


O tenista Andy Murray tornou-se hoje no primeiro britânico a vencer o torneio de Wimbledon desde Fred Perry em 1936, depois de bater o número um mundial, o sérvio Novak Djokovic em três "sets".

O número dois mundial impôs-se com os parciais de 6-4, 7-5 e 6-4, tendo anulado vantagens de Djokovic em momentos decisivos do encontro, que se prolongou por mais de três horas.

Finalista vencido há um ano, Murray interrompeu um interregno de vitórias britânicas de 77 anos na relva do All England Club, local onde festejou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.



Fonte: LUSA

sexta-feira, 5 de julho de 2013

À Volta com a Vida: Ana Stilwell, a estreia nos palcos com Aurea



Ana Stilwell, a estreia nos palcos com Aurea


«Demorei a assumir que sou cantora». Parece estranho ouvir estas palavras de quem tem ainda rosto de menina. A ‘menina’ é Ana Stilwell, uma nova voz no animado panorama musical português. Tem o lançamento do álbum de estreia Take my Coat marcado para o início de Julho, o single ‘Dibba Dee Doo’ já passa na rádio e o videoclip vai ser apresentado em breve.

«O sonho está a concretizar-se, depois de muitos passos e de a Blim Records ter apostado em mim», diz Ana. Pode parecer uma cena de filme, mas aconteceu. Tinha acabado de decidir que ia responder «Sou cantora» a quem lhe perguntasse o que fazia. Deu essa resposta a uma amiga e poucos dias depois o telefone tocou. Do outro lado ouviu a tão desejada frase: «Falaram-nos de si, somos uma produtora e estamos interessados em ouvir a sua música».

Ana tinha centenas de gravações caseiras, com a sua voz e guitarra, realizadas com um microfone de três euros em frente ao computador. «Sou compulsiva a escrever e a compor. Gravo como um mero exercício e por necessidade, porque me dá imenso prazer». Muitos dos temas que agora estão no álbum foram escritos como «um presente», para oferecer a familiares e amigos. Inspirados em histórias reais de amores e desamores, sofreram arranjos nas recentes gravações, mas continuam fiéis aos originais.

«Os solos de guitarra no disco foram todos feitos pelo Mário Delgado, que é um músico exímio». A gravação e produção esteve a cargo da Blim Records. A banda, constituída para entrar em estúdio, vai acompanhá-la nos palcos sempre que for preciso. Como na actuação de estreia, hoje no Centro Cultural de Belém, na primeira parte do concerto da Aurea. Uma responsabilidade que assume com «muito orgulho».

Antes cantora que jornalista


Ana frequentou aulas de canto e música na Arts Educational School of London durante alguns meses, num interregno do curso de Jornalismo que acabou por não concluir. «Não me identificava nada com o curso de Jornalismo, estava infeliz, não ia resultar». Não adiantava seguir as pisadas da mãe, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, quando o apelo da música era mais forte e sonante.

«Quando fui estudar canto para Londres ganhei confiança e, acima de tudo, percebi que tinha de me esforçar e aplicar para conseguir entrar no mundo da música». De regresso a Lisboa, inscreveu-se no Hot Club, onde teve aulas durante três anos. Mas ainda voltou à universidade, para fazer o curso de educadora de infância.

Não podia cruzar os braços e ficar à espera da sorte. «A ideia de que alguém descobre o nosso talento na rua e nos diz: ‘Vais ser uma estrela’, não passa de uma ilusão». É preciso tempo, dar muitos passos, ter consciência das capacidades e limitações e não desanimar, recomenda.

Cantar em inglês foi uma escolha natural, pela musicalidade e universalidade da língua, mas também porque Ana é bilingue. «Sempre frequentei o ensino inglês», num colégio internacional em Oeiras, explica. Os avós maternos eram ingleses, daí o apelido Stilwell, que faz questão de usar como nome artístico.

Em casa nunca faltaram livros, irmãos e música. O pai tocava piano todas as noites e Ana acompanhava-o muitas vezes a cantar os clássicos do jazz. «Adormecia com os acordes do piano, porque ele ficava a tocar pela noite dentro». E não havia festa em família sem muitas vozes à volta do instrumento.

‘Dibba Dee Doo’, o primeiro single, nasceu de uma brincadeira. «Estava a compor e ocorreu-me: posso dizer o que eu quiser, na música não há limites, digo o que me apetecer!». O videoclip foi gravado no Alentejo e em Cascais, em cenários de campo e mar, em dois dias intensos e animados. «Tive de cair na água gelada do mar às oito da manhã, a sorrir, como se estivesse no pico do Verão!». Prosseguiu as filmagens quase em hipotermia, coberta de casacos.

Não gosta de dividir a música por estilos, por isso prefere não rotular a sua. «Sei que posso usar a minha voz num determinado registo e é isso o que procuro fazer». Podem chamar pop, folk, country, ou uma mistura dos três géneros, que Ana Stilwell aceita a catalogação. Agora que as filhas gémeas estão a caminho dos três anos, já se sente pronta para o que vier. «Elas já cantarolam Dibba Dee Doo…». O próximo desafio é conseguir que a plateia do Centro Cultural de Belém faça o mesmo.

Fonte:
online@sol.pt

sexta-feira, 21 de junho de 2013

À Volta com a Vida: Ministério manda cortar salário total a professores em greve parcial (Assim vai o país DEMOCRÁTICO)



Ministério manda cortar salário total a professores em greve parcial

A denúncia é da Fenprof (Federação Nacional de Professores) que garante que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu orientações às escolas para cortar um dia inteiro de salário sempre que os docentes façam greve às avaliações, faltando às reuniões de conselho de turma sem ter outra actividade nesse dia.

«A orientação que é dada pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE) às escolas, sobre como calcular o desconto a efetuar quando um docente falta a uma reunião de conselho de turma, não tendo nesse dia outro tipo de atividade, é ilegal», acusa o sindicato, em nota enviada às redacções.

A Fenprof sustenta que, sendo de 35 horas o horário de trabalho dos professores, em média cada dia corresponde a sete horas, «incluindo, naturalmente, a componente individual de trabalho», pelo que «correspondendo cada reunião a duas horas de trabalho diário, seria absolutamente ilegal que, faltando o professor apenas a esse período de actividade, lhe fosse descontado um dia de salário».

O problema é, segundo os sindicalistas, ainda mais grave porque o cálculo está a ser feito sem ter em conta a componente não lectiva do horário de trabalho dos docentes.

«A aplicação informática que o MEC colocou à disposição das escolas para o lançamento dos salários dos docentes, calcula o valor dessa hora a partir das 22 horas lectivas o que faz, de imediato, aumentar o valor do desconto», afirma a Fenprof, que vai recorrer à Justiça.

«A Fenprof não irá tolerar estas ilegalidades cometidas pelo MEC, pelo que, a não serem corrigidas, merecerão a apresentação de queixa contra este Ministério, tanto nos tribunais como na Procuradoria-Geral da República», lê-se no comunicado.

Recorde-se que os professores estão em greve às reuniões de avaliação desde o dia 7 de Junho, com uma adesão que anda pelos 95%, e que está a atrasar todo o processo de afixação de pautas necessário para o acesso ao ensino superior mas também para a formação de turmas para o próximo ano lectivo.

Uma vez que basta um professor faltar à reunião para ser impossível realizar a avaliação, a greve tem sido feita, em muitos casos, por escala, com os docentes a organizarem-se para faltar à vez.

Além disso e também para minimizar o impacto financeiro de uma greve tão prolongada, em muitas escolas os docentes estão a criar fundos para compensar os colegas que fazem greve.

Fonte: Jornal SOL ONLINE

quinta-feira, 20 de junho de 2013

À Volta com a Vida: Morreu actor James Gandolfini



Morreu ator James Gandolfini

O actor James Galdolfini, de 51 anos, protagonista da série "Os Sopranos", morreu na quarta-feira de ataque cardíaco, em Itália, onde se encontrava de férias.


A notícia é avançada pelo site do jornal La Repubblica, que acrescenta que a notícia já foi confirmada pela produtora norte-americana HBO.

Natural de Nova Jersey e com raízes italianas, James Gandolfini ganhou três Emmys e um Globo de Ouro com a personagem do mafioso Tony Soprano.

De acordo com o portal de informação sobre celebridades TMZ, Gandolfini estava em Itália para participar num festival de cinema na Sicília (Taormina Film Fest in Sicily), onde deveria integrar uma mesa redonda com o diretor italiano Gabriele Muccino neste fim de semana.

Além do desempenho do papel de um chefe da máfia na série "Os Sopranos", exibida no canal por cabo HBO entre 1999 e 2007, James Gandolfini teve uma carreira no teatro e cinema.

No grande ecrã, destacam-se as suas participações em "True Romance" (1993), Gandolfini participou em "She's So Lovely" (1997), "8MM" (1999), "The Mexican" (2001), "The Man Who Wasn't There" (2001), "In the Loop" (2009) e "Zero Dark Thirty" (2012).



Fonte: SIC Notícias

À Volta com a Vida: Investigadora portuguesa descobre como expandir número de células estaminais




Investigadora portuguesa descobre como expandir número de células estaminais

Uma investigadora portuguesa descobriu uma forma de aumentar o número de células estaminais, o que poderá permitir transplantes diretos destas células para doentes com leucemia e resolver o problema de falta de reservas nos bancos de sangue.

A descoberta feita por Sandra Pinho, uma cientista portuguesa a trabalhar no Albert Einstein College em Nova Iorque, será publicada no Journal of Experimental Medicine, no dia 1 de julho.

Sandra Pinho identificou em humanos uma população de células capaz de expandir o número de células estaminais hematopoieticas (as células estaminais que dão origem a todas as células do sangue, desde plaquetas a glóbulos vermelhos ou brancos), revelou hoje a instituição em comunicado.

Esta descoberta é uma porta aberta para resolver situações em que é necessário transplantar diretamente as células estaminais hematopoieticas de forma a gerar de novo todo o sistema sanguíneo, como acontece nas leucemias ou anemias crónicas.

Mas além disso, esta possibilidade de expandir o número de células estaminais hematopoiéticas poderá resolver o problema crónico de falta de dadores nos bancos sanguíneos.

A medula óssea possui uma população de células estaminais hematopoiéticas, que é responsável por fabricar durante toda a vida as células sanguíneas necessárias para a sobrevivência.



Fonte: SIC Notícias

terça-feira, 11 de junho de 2013

À Volta com a Vida: Para os apreciadores: Cancro: Afinal a culpa é do sexo oral?




Cancro: Afinal a culpa é do sexo oral?


Não foram anos de tabaco, nem de álcool. O actor Michael Douglas diz que o seu cancro foi provocado por vírus transmitido através de sexo oral.

Parece que Michael Douglas até tem alguma razão. O cancro na garganta que lhe foi diagnosticado há dois anos pode ter sido provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV), transmitido através de sexo oral. Os especialistas estão cada vez mais certos da relação entre este vírus e o risco de contrair alguns cancros orais e dizem que estes casos estão a aumentar.

A revelação feita pelo actor norte-americano de 68 anos na segunda-feira ao diário The Guardian pôs meio mundo a falar de um risco quase desconhecido do sexo oral.

E apesar de o porta-voz de Douglas ter vindo negar que o actor fizera essa associação directa, o som da entrevista divulgado pelo jornal britânico não deixa margem para dúvidas: «Este cancro em particular é causado pelo HPV, que é provocado pelo cunnilingus», revelou Douglas ao jornalista do The Guardian.

A declaração é vista sem qualquer surpresa pelo antigo presidente do Colégio da Especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos. «Hoje, entre os oncologistas, é cada vez mais consensual que há um aumento de risco de cancro relacionado com o HPV», defende Jorge Espírito Santo.

O especialista diz que «a transformação de uma célula saudável numa célula cancerígena nunca resulta de um único factor, mas sim de uma multiplicidade de factores» e que há provas cada vez mais sólidas de que este vírus pode ser um factor agravante para o desenvolvimento destes tumores.

Em Portugal, calcula-se que 300 dos 1.500 cancros orais que surgem todos os anos, sejam da orofaringe, os que mais são associados ao HPV. Cancros cuja incidência não tem parado de crescer e cuja mortalidade é elevada por não serem diagnosticados a tempo. Uma situação que já levou o Ministério da Saúde a elaborar um plano específico para o aumento do diagnóstico destes problemas, preparando este ano o lançamento de um rastreio do cancro oral.

Vários estudos evidenciam que o HPV é detectado em até cerca de 25 por cento dos cancros orais. Nos EUA este risco aumenta no caso do cancro da língua por exemplo.

Mas nestes cancros, são o tabaco e o álcool os principais factores de risco. E o protagonista de Atracção Fatal é conhecido por ter tido um estilo de vida que incluía doses maciças dos dois, bem como de abuso de drogas, tendo feito vários tratamentos de desintoxicação do álcool. Em várias fotografias surge também a fumar depois de o cancro lhe ter sido diagnosticado.

Apesar disso, o actor não teve qualquer dúvida em afastar o peso destes vícios quando o jornalista do The Guardian quis saber se o excesso de álcool e tabaco não tinha contribuído para a doença. Douglas, que é casado com a actriz Catherine Zeta-Jones, preferiu a tese do sexo oral, mas os médicos estão convictos de que os cigarros e o alcoolismo terão tido um peso bem mais determinante no desenvolvimento do cancro na garganta.

Certo é, como explica Jorge Espírito Santo, que os doentes com cancros orais e que têm testes positivos para o HPV têm um «prognóstico ligeiramente melhor» no combate à doença.

Vírus silencioso

Há muito que o HPV, que infecta 75% da população sexualmente activa em Portugal, está ligado ao risco de cancro. O vírus, que se transmite através de relações sexuais (vaginais, anais e orais) desprotegidas, é sobretudo associado ao cancro do colo do útero. Há centenas de vírus HPV diferentes, a maioria inofensivos. Mas apenas dois deles são responsáveis por 70% dos cancros do útero diagnosticados. Por isso, em Portugal a vacina contra vários subtipos do HPV mais agressivos é dada, desde há cinco anos, às adolescentes, sendo recomendada antes do início da vida sexual.

Mas se é possível fazer uma ligação directa entre o cancro do colo do útero e o HPV, o mesmo não acontece com o cancro oral. O andrologista Nuno Monteiro Pereira salienta que há inúmeros estudos sobre a relação do HPV com o cancro da boca, da língua e amígdalas, mas muitos com resultados contraditórios. E lembra que, mesmo no caso do cancro do pénis ou da vulva, a relação não é directa. «É preciso haver mais provas, mas como o HPV está muito disseminado, estabelecer uma relação directa é mais difícil».

O especialista admite o aumento do risco e reconhece que, nestes casos, os homens e as mulheres devem preocupar-se, adoptando as mesmas precauções que evitam outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sida, a sífilis ou a gonorreia. «Usar preservativo, evitar múltiplos parceiros», recomenda.

É que o vírus pode estar inactivo durante anos e depois começar a actuar silenciosamente. «É possível ter o vírus e não a doença», acrescenta

A única forma de diagnóstico é o rastreio. Nas mulheres através do ‘papanicolau’, um teste ginecológico de rotina, e nos homens através de um teste com ácido asséptico a 5%, que permite detectar lesões no pénis, que não são facilmente visíveis.

«É um teste indolor para os homens», garante Monteiro Pereira. «As lesões provocadas pelo HPV reagem ao ácido e ficam brancas, sendo visíveis através de ampliação». Qualquer suspeita de cancro terá sempre de ser confirmada através de biópsia.

Quer nas mulheres quer nos homens as feridas provocadas pelo HPV não cancerígenas são facilmente tratáveis, mas o vírus não tem cura, podendo apenas ser controlado por tratamento.

Facilmente transmitidas através de sexo oral são outras doenças como a sífilis, a gonorreia ou a candidíase. «A candidíase é a mais comum entre homens e mulheres. É uma doença provocada por fungos», conclui o especialista, lembrando que há um risco importante de transmissão da doença através de sexo oral. Segundo os especialistas, neste caso, é mais comum a infecção das mulheres através de sexo oral.

Fonte: Jornal SOL Online

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Notícia(s) do Dia: Só falta mais uma semana...APROVEITEM


ESTEJA NO GRANDE EVENTO DO LIVRO...A NOSSA FEIRA DO LIVRO, EM LISBOA, PARQUE EDUARDO VII
(SÓ FALTA MAIS UMA SEMANA PARA TERMINAR)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Notícia(s) do Dia: Morreu Ray Manzarek, dos Doors



Morreu Ray Manzarek, dos Doors

Músico tinha 74 anos e sucumbiu à longa batalha contra o cancro.

Ray Manzarek, teclista e um dos fundadores dos Doors, morreu hoje, vítima de cancro no canal biliar.

A notícia foi avançada pelo Facebook dos Doors.

Segundo esta fonte, Ray Manzarek encontrava-se internado numa clínica em Rosenheim, na Alemanha. À hora da sua morte, o músico estava acompanhado pela mulher, Dorothy Manzarek, e pelos irmãos, Rick e James Manczarek.

De seu verdadeiro nome Raymond Daniel Manczarek, Jr., o músico nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em Fevereiro de 1939. De ascendência polaca, Ray conheceu Jim Morrison na Universidade da Califórnia, na primeira metade da década de 60. Ambos estudavam cinema e formaram os Doors em 1965, com John Densmore na bateria e Robby Krieger na guitarra. A banda chegaria ao fim em 1971, com a morte de Jim Morrison.

Após a dissolução dos Doors, o compositor e intérprete gravou vários álbuns a solo e tocou com os Nite City e Iggy Pop, entre muitos outros.
Em 1998, escreveu a biografia Light My Fire: My Life With The Doors.

Fonte: Jornal BLITZ 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Às Voltas com a Memória: PAUL NEWMAN (n. 26 Jan.1925; m. 26 Set. 2008)


Paul Leonard Newman, nasceu em Shaker Heights, a 26 de Janeiro de 1925, e morreu em Westport, a 26 de Setembro de 2008.
Filho de um bem-sucedido comerciante de artigos desportivos, Newman começou a carreira em peças do colégio e, após obter a dispensa da marinha americana em 1946, foi estudar no Kenyon College. Após a formatura, ele passou um ano na Yale Drama School indo depois para Nova Iorque, onde entrou para a renomada escola de formação de atores Actors Studio, dirigida por Lee Strasberg.
Foi soldado do exército Aliado durante a Segunda Guerra Mundial, tendo servido na área de transmissões no Pacífico. De regresso ao seu país, matriculou-se no curso de Economia da Universidade de Yale, mas desde cedo demonstrou interesse em seguir uma carreira artística. Inscreveu-se no prestigiado Actors Studio, tendo participado paralelamente em duas novelas televisivas: Tales of Tomorrow (1951) e The Aldrich Family (1952-1953). Chegou à Broadway, onde deixou boa impressão na sua peça de estreia: Picnic(1953). Os produtores de Hollywood acharam que estavam na presença de um galã com potencialidades e ofereceram-lhe um contrato cinematográfico de cinco anos. O seu filme de estreia teve resultados comerciais desastrosos: The Silver Chalice (O Cálice de Prata, 1954) abordava a história de um Grego que terá sido responsável pela conceção do cálice utilizado por Cristo na Última Ceia. Dois anos depois deste revés, Newman encontrou por fim o sucesso, encarnando o pugilista Rocky Graziano em Somebody Up There Likes Me (Marcado Pelo Ódio, 1956). Gradualmente Newman provou a todos os críticos que aliava o talento à sua boa aparência. A sua primeira nomeação para Óscar surgiu com Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Telhado de Zinco Quente, 1958), baseado na peça de Tennessee Williams. No mesmo ano, conheceu a atriz Joanne Woodward durante as rodagens de The Long Hot Summer (Paixões que Escaldam, 1958), filme que lhe valeu o Prémio para Melhor Ator no Festival de Cannes. Em 1961, casou-se com Woodward e interpretou aquele que veio a ser o personagem mais célebre da sua carreira: a de Eddie Felson, um apaixonado pelo bilhar em The Hustler (A Vida é um Jogo, 1961) que lhe valeria nova nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Na década de 60, ainda teve mais duas nomeações: pelo seu retrato de arrogante rancheiro do Texas em Hud (O Mais Selvagem Entre Mil, 1963) e pelo penitenciário Luke Jackson em Cool Hand Luke (O Presidiário, 1967). Em 1968, aventurou-se pela primeira vez na realização, dirigindo a sua mulher no melodrama Rachel Rachel (Raquel, Raquel). A fita foi alvo de críticas favoráveis e chegou mesmo a ser uma das candidatas ao Óscar de Melhor Filme. Em 1969, dando azo à sua paixão pela velocidade, adquiriu uma equipa de corridas e iniciou uma esporádica carreira como piloto de automóveis. Fez uma das duplas mais célebres da História do cinema ao lado de Robert Redford em dois filmes marcantes: Butch Cassidy and the Sundance Kid (Dois Homens e um Destino, 1969) e The Sting (A Golpada, 1973). Em 1972, ao lado de Steve McQueen e Barbra Streisand, fundou a First Artists, uma produtora destinada a auxiliar jovens realizadores. Marcou presença em dois «filmes-catástrofe», género muito em voga nos anos 70: The Towering Inferno (A Torre do Inferno, 1974) e When Time Ran Out... (O Dia em Que o Mundo Acabou, 1979). Apesar do aparecimento dos cabelos brancos, Newman continuou a demonstrar todo o seu talento com duas nomeações sucessivas para o Óscar de Melhor Ator em 1981 e 1982: pelo papel de executivo de Miami em Absence of Malice (A Calúnia, 1981) e por um advogado alcoólico e decadente que tenta regressar ao trabalho defendendo uma família vítima de negligência médica em The Verdict (O Veredito, 1982). Vinte e cinco anos depois de ter interpretado a personagem Eddie Felson, o realizador Martin Scorsese convenceu-o a retomar a personagem em The Color of Money (A Cor do Dinheiro, 1986). Rendidos à sua prestação, os membros da Academia outorgaram-lhe o Óscar de Melhor Ator. Newman ainda veio a receber mais duas nomeações em categorias diferentes: na categoria de Melhor Ator Principal pelo seu eterno inconformado Sully em Nobody's Fool (Vidas Simples, 1994) e na categoria de Melhor Ator Secundário pelo velho gangster John Rooney no belo Road to Perdition (Caminho Para Perdição, 2002) de Sam Mendes.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Às Voltas com a Memória: JOÃO VILLARET (n. 10 Mai.1913; m. 21 Jan. 1961)


CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE JOÃO VILLARET

João Henrique Pereira Villaret, nasceu em Lisboa, a 10 de Maio de 1913 e morreu nesta mesma cidade a 21 de Janeiro de 1961, actor, encenador e declamador.
Depois de frequentar o Conservatório Nacional de Teatro, começou por integrar o elenco da companhia de teatro lisboeta Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Mais tarde, fez parte da companhia teatral Os Comediantes de Lisboa, fundada em 1944 por António Lopes Ribeiro e o seu irmão Francisco, mais conhecido por Ribeirinho.
Teve uma interpretação considerada antológica na peça Esta Noite Choveu Prata, de Pedro Bloch, em 1954, no extinto Teatro Avenida, em Lisboa.
Nos anos 1950, com o aparecimento da televisão, transpõe para este meio de comunicação a experiência que adquirira no palco e em cinema, assim como em programas radiofónicos. Aos domingos declamava na RTP,  com graça e paixão, poemas dos maiores autores nacionais.
Ficaram célebres, entre outras, as suas interpretações de:
  • Procissão, de António Lopes Ribeiro (1955);
  • Cântico negro, de José Régio;
  • O menino de sua mãe, de Fernando Pessoa.
João Villaret morreu em Janeiro de 1961, vítima de doença prolongada.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Às voltas com o Desporto: Alex Ferguson deixa comando do Manchester United




Alex Ferguson deixa comando do Manchester United


"Era importante deixar o clube com uma organização forte e acredito que o fiz", diz o treinador escocês no 'site' oficial dos campeões ingleses. David Moyes, outro escocês, é o preferido para a sucessão.


O dia 19 de maio vai ser uma data marcante na história do Manchester United. Nesse dia, no jogo fora da última jornada da Premier League, com o West Bromwich, Sir Alex Ferguson sentar-se-á pela última vez no banco de suplentes do clube inglês, pondo termo a um ciclo notável no comando de um dos 'grandes' do futebol inglês.

O anúncio acaba de ser feito pelo próprio no site oficial do clube: "A decisão de me retirar foi muito pensada e seguramente não foi tomada de ânimo leve. Este é o momento certo para sair".

O treinador mais vitorioso de sempre da história dos red devils prossegue assim: "Era importante para mim sair deixando o clube com uma organização forte e acredito que o fiz. A qualidade desta equipa vencedora garante a continuidade do sucesso ao mais alto nível e por muito tempo".

Alex Ferguson chegou a Manchester em 1986 e em Old Trafford ajudou a conquistar, para além dos 13 títulos, cinco Taças de Inglaterra, quatro Taças da Liga inglesa e sete Supertaças inglesas. A nível internacional, liderou o Manchester United na conquista de duas Ligas dos Campeões, uma Taça dos Vencedores das Taças (prova já extinta), uma Supertaça europeia, uma Taça Tntercontinental e um Mundial de clubes.

Agora, aos 71 anos, Ferguson diz ser tempo de "pagar tributo à minha família, cujo amor e apoio foi essencial. A minha mulher Cathy foi a figura-chave ao longo da minha carreira". E no seu comunicado adianta ainda que vai permanecer no Manchester United, embora noutros palcos, como diretor e embaixador do clube: "Com estas atividades, além de outras pessoais, será assim o meu futuro próximo".

David Moyes na calha

David Moyes, treinador do Everton, é o nome mais falado para a sucessão. Também escocês, Moyes tem feito desde há anos um trabalho notável numa equipa mediana da Premier League, a esta época guindou o Everton à 5ª posição no forte campeonato britânico, a cinco pontos do Tottenham de André Villas-Boas.





Fonte: EXPRESSO Online

segunda-feira, 29 de abril de 2013

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA STRAHOV, PRAGA, REPÚBLICA CHECA

Biblioteca Strahov, Praga, República Checa

Em meados do século XII, um convento premonstratense foi fundado a pedido do imperador Vladislao II. Uma primeira abadia românica foi construída nos anos 1180 e reconstruída várias vezes ao longo dos séculos. No século 17, as relíquias de São Norberto, fundador da ordem, foram transferidas a Praga desde o monastério protestante de Magdeburgo, aumentando assim, de maneira considerável, o prestígio da abadia de Strahov.
Diferente de outros conventos, Strahov escapou a fechamentos e destruições brutais impostas por José II em todo o império no final do século XVIII. Expulsos pelos comunistas, os membros da comunidade premonstratense puderam voltar ao convento apenas depois da Revolução de Veludo.

O interior do recinto possui um encanto bucólico que parece estar fora do tempo: você poderá admirar a Capela de São Roque, construída no reinado de Rodolfo II e a majestosa igreja de Nossa Senhora da Assunção, construída por Anselmo Lurago no século XVIII, com uma bonita decoração de estuque e detalhes barrocos.
A visita da biblioteca barroca é um momento inesquecível: ela está composta por salas de teologia e de filosofia, arqueadas e decoradas com esplêndidos detalhes e estuques, estantes imensas de madeira, obras prima de talha e uma rica colecção de livros do convento. No corredor que conecta as duas salas, está exposto um "armário de curiosidades" com colecções naturalistas.
Os amantes da arte poderão visitar também a galeria de pinturas (Strahovska obrazarna), cuja colecção inclui a famosa « Madona de Strahov » do século XIV.

Abadia de Strahov
Strahovské nádvoří 1/132,
118 Praga 1 - Hradčany (bairro do castelo)
www.strahovskyklaster.cz

Acesso:
Bonde: linha 22, parada « Pohořelec ».

Aberto todos os dias de 9h a 12h e de 13h a 17h.
Fechado no dia 25 de Dezembro.